The End! Aparece a frase no fim. Desaparecem as personagens e o cenário, a tela fica escura, sobem os nomes do “Casting”, o elenco e o nome das suas personagens, em ordem de importância no filme. Às vezes, tem até uns flashs com as fotos dessas personagens, uma música no fundo... Mas lá está você, inconformado, olhando para os lados, perguntando indignado para o restante da plateia junto com você: “Ei! Acabou assim?! Sem mais nem menos? Ele morre no final? Que final sem graça é esse? Sem um beijo quente? Ele nem se despediu da família? A mocinha nem pode se despedir? Gente do céu? Será que vai ter o 2 logo em seguida?”
Quem assistiu filmes como “A Chave Mestra”, por exemplo, sabe dessa indignação. Você fica inconformado com o final, procura o filme sequência da história interminada, mas não acha! Não tem! Nem pro filme “A Chave Mestra”, nem para o filme da tua vida, diga-se de passagem.
É exatamente isso. De repente o filme acaba e não teve o fim que você esperava, que você sonhou. Pra falar a verdade, duvido que alguém tenha idealizado e rascunhado o fim do próprio filme da vida.
Mas quantas vezes você não soube de gente que “se foi” no caminho de uma viagem de lua-de-mel? Ou de férias? E aquele que saiu pra trabalhar, super confiante com o futuro, pois iria a uma reunião decisiva pra sua carreira e BAM! Acontece o inesperado! E aquele que acabou de formar em Medicina? Ou aquela que acabou de fazer a primeira prova do vestido de noiva e já até mandou os convites, gente?! Mas de repente, acontece o inesperado de novo e o filme se acaba, sem o último beijo, sem os cumprimentos dos convidados, sem o álbum de fotos, sem jogar o buquê...
Uma hora o filme termina. E nem sempre terá o final que você escolheria. Você nunca escolhe. Nem sempre você viverá no teu filme uma cena inesquecível no navio gritando “I am the king of the world” como no Titanic (detalhe, ele morreu, nenhuma fã aceitou isso!), tampouco as cenas mirabolantes e inacreditáveis dos Velozes e Furiosos (faz-me rir!!),nem terá dançado um tango tão elegantemente como Al Pacino, em Perfume de Mulher, provavelmente não teremos tempo de dizer “Hasta la vista babe”, como o Arnold Shwazenegher, mas pode ser que, com um pouquinho de esforço, ainda dê tempo (espero eu) pra dar um toque a mais de ação, aventura, romance e comédia nesse filme.
Porque de repente, tudo escurece, acabam-se os créditos e você fica lá tentando convencer o Roteirista de que o fim tem que ser diferente: “Peraí, gente, sem nenhum beijo caliente, no final?”, “Eu nem casei, pessoal!”, “Não dá pra acrescentar aí uma aventurina?”, “Eu nem fui pra Dubai ainda, minha gente!”, “Termina esse filme ano que vem, não dá não?”
Se bem que, pensando bem, se voltar um pouco a fita, pode ser que o teu filme não seja assim tão xoxo, tão água com açúcar, como diriam os amantes de filme. Pode ser que revendo o filme, tentará reviver aquelas cenas onde você estava embrulhado de coberta, comendo pipoca com seus filhos ou seu marido assistindo um filme em tempo de chuva. Ou aquele dia em que vocês saíram numa pracinha à noite pra ver o movimento e se divertiu à beça. Ou aquele dia, jogando conversa fora com amigos, rindo de bobeira, depois de sair da igreja ou da escola.
E o que dizer do dia em que viu seu bebê sorrindo pela primeira vez? Os chatos disseram que não, que era um movimento involuntário do bebê e que ele ainda não sorria e bla bla bla, mas você tinha certeza de que ele tinha sorrido sim! E tirou mil fotos porque a partir daquele momento ficou de plantão com a câmera...
Ahhh, tem cenas que até podem ser regravadas, mas cenas como essas não! Não dá pra viver de novo a época que vemos nossos filhos juntando letrinhas, formando sílabas e palavras, juntando palavras e formando frases... Não dá pra reviver aquele momento em que seu filho se perde na loja de departamento e você sai louca, correndo gritando “Fiiiiiiiilhoooooo, apareeeeeece!!!”, e ele, com a maior cara deslavada sai de debaixo de uma arara de roupas pra te dar um susto, morrendo de rir! Aff! Você não quer reviver isso mesmo, né? Mas não deixa de ser uma cena de um filme de suspense! Pra o filho, foi bem é de comédia.
Ah, e a aventura de sair correndo pra parir, gente! Teu, marido, seus pais, seus sogros, desesperados, atropelando um ao outro no meio da casa, feito baratas tontas, sem saber pra onde ir, pegando o trânsito em direção à maternidade. Isso dá um belo roteiro de aventura (talvez comédia). Pra mim foi um drama no início, mas hoje se tornou uma história de amor, de comédia, de thriller, de cartoon, tudo isso junto!
Nem todo filme é uma mega produção de milhões de dólares, mas qualquer filme pode ser digno de um Oscar quando se tem atores e atrizes tops de linha como a gente! Nem sempre as produções de endinheirados terminam em filmes interessantes, pois o que conta são os protagonistas, talvez os coadjuvantes e o roteiro interessante. E para o roteiro desse filme, é você mesmo o responsável, o protagonista.
Pra alguns, a vida não é um filme, mas uma série. Dividida em temporadas. Umas boas, umas nem tão boas assim... Mas um dia a última temporada terá que ser escrita, pois as temporadas se acabam, as personagens vão saindo da saga e a história vai se perdendo...
Se a minha fosse uma série, gostaria que fosse como a de “Friends”, divertidíssima, nenhum dos protagonistas saíram pelo caminho e com um final que eternizou a série...
Se série ou filme, a verdade é que um dia as cenas se acabam, e viver como se fosse o último capítulo talvez seja o segredo pra se imortalizar no coração dos que ficam.
Seja lá o que for minha vida, se uma série, tomara que eu esteja ainda na primeira temporada de uma série de muitas... Se for um filme, que seja uma saga impressionante como o “Senhor dos Anéis”, longa como Harry Potter, divertido como “Madagascar”, inesquecível como “Uma linda Mulher” e único como o filme “Kely”... rs...
“The end, not yet”...
By Kely
quarta-feira, 8 de abril de 2015
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Faça seus cálculos!
Lucas 23: 39-43
Lá estavam
eles, três malfeitores, pendurados cada um na sua cruz, cada um com sua
sentença, cada um com sua culpa! Mas, ei! Ressalve-se que um deles não merecia
estar lá! Sim, ele era inocente! Os dois malfeitores, companheiros de sentenças
bem sabiam disso e, certamente, a multidão também sabia. Mas insistiram na
condenação do Cristo, inocente cordeiro santo.
Está aí uma
palavra que tanto nos toca, nos choca e faz pensar sobre várias coisas. Afinal
a Palavra de Deus, como espada de dois gumes, produz efeitos em vários
sentidos. Tal episódio não só nos conta sobre a condenação injusta de um
inocente, assim como a humilhação e chacota dos que ali estavam a contemplar,
inclusive de um dos condenados “parceiro” de cruz, como também nos ensina que o
que salva é o arrependimento e não as obras, afinal, quando o ladrão se
pronuncia a defender a Cristo e dizer que Ele sim era um justo que não merecia
a dor da cruz reconhecendo sua condição de pecador, não teve tempo para se
redimir entre os homens, não teve chance de mostrar à sociedade que o condenara
o remorso ou arrependimento de tudo quanto fizera na terra. Esta palavra também
gera discussão e estudo sobre para onde vai o que creu na palavra de Salvação logo
após sua morte. Enfim, a Palavra de Deus é cortante e nos fere onde precisamos
ser feridos e nos cura onde precisamos ser curados.
De tudo que
este episódio pode nos ensinar, o que ela realmente me impactou ultimamente foi
numa verdade um tanto que desconfortável para mim.
Não te
parece estranho que aquele malfeitor que repreendeu o outro por blasfemar contra
Jesus, ainda na cruz, já condenado, sem tempo pra pagar nada àqueles a quem fez
mal, tenha recebido de Cristo a sentença celestial de poder morar no céu?
Afinal de
contas, não é à toa que ele tenha sido sentenciado a morte de cruz e coisa boa
não deve ter sido pois, convenhamos, morte de cruz???? Penso que ele,
malfeitor, devesse ter matado, estuprado, roubado, deixando viúvas, órfãos,
ofendidos por terem sido subtraídos em seus patrimônios. Quanta gente ofendida e
ferida deixou!
Sendo assim,
não seria mais justo que Jesus pedisse permissão a essas pessoas ofendidas para
perdoar o malfeitor? Era a elas que ele havia causado dor, angústia e perda!
Elas esperaram muito por aquela sentença de justiça e castigo merecido. Contaram
os dias no calendário da parede (ok, não havia calendário na parede) para
participar da cerimônia de dor daqueles que as feriram, maltrataram e acabaram
com suas vidas, com sua felicidade! Como Jesus, assim, sem mais nem menos, o
perdoa e ainda garante lugar no céu a um malfeitor, um criminoso assassino e
salteador como aquele?
É aí que eu
me surpreendo. E eu disse que daria meus pitacos sobre isso sem saber se certo
ou não. Mas o que me vem é que quando ofendemos e causamos mal a alguém,
pecamos primeiramente contra Deus e na verdade é Ele o único ofendido.
Portanto, quando somos ofendidos, não temos direito de arguir em nada e nem de
cobrar justiça e desculpas, pois o verdadeiro ofendido passa a ser o próprio
Deus.
Ah, mas e
aquelas pessoas ofendidas e lesadas por causa dos atos do malfeitor? Elas, elas
serão tratadas pessoalmente pelo próprio Deus, porque Jesus nos ensina sobre o
dever de perdoar. E não se trata de
poucas vezes, nem de passagens inexpressivas.
O próprio
Jesus, respondendo aos discípulos sobre quantas vezes se deve perdoar, disse
que 70X7, ao dia. Tudo bem, vai. Quem seria o perturbado que nos ofenderia
tantas vezes num dia só? Acredito que se houvesse, o próprio Deus daria um
jeito nele! Mas não acredito que seja pela possibilidade de sermos ofendidos
tantas vezes, mas pelas nossas inúmeras frustradas tentativas de perdoar. Já
percebeu que nós até decidimos perdoar (“ah, deixa pra lá”, falamos com alguém,)
mas logo estamos remoendo o mesmo assunto e já pestanejando de novo.
E quem não
se lembra da parábola do credor incompassivo (Mt. 18:23-35) que mesmo sendo
perdoado de uma grande dívida, acredito que aproximadamente R$ 36.720.000.000,00
(eu fiquei assustada e receio ter calculado errado: 1 talento = 21,6 Kg de
prata, 1g de prata = R$ 17,00, o cara devida DEZ MIL TALENTOS!!!! Ou seja,
10.000 X 216.000 X 17=??? É isso mesmo??? R$ 36.720.000.000,00?
Então, como
eu falava, o cara, servo do rei, devia a ele essa quantia, sabe lá como ele
contraiu essa dívida, exorbitante e impagável. Daí, ao ser cobrado da dívida, o
rei ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e todos os bens fossem vendidos
pra que conseguisse quitar sua dívida. É, gente, isso mesmo, que ELE fosse
vendido, sua mulher e filhos também, não só os bens, mas que o próprio devedor
e família fossem vendidos, porque, cá pra nós, só se eles fossem vendidos pra
pagar a dívida! E dependendo do valor do caboclo, não sei não!!!
Mas aí o
devedor, coitado, implorou ao rei que lhe desse um pouco mais de tempo e
tivesse paciência e misericórdia, prometendo que pagaria em breve. Mas como?
Aquele valor?! Ele achava mesmo que o rei fosse ingênuo pra acreditar nisso? Ou
será que ele mesmo não tinha noção do que eram 10 mil talentos e que a dívida
não seria paga jamais, nunquinha?
Pois é, o
rei sabia que a dívida jamais seria paga, que não importasse o tempo que desse
e mesmo que o devedor se vendesse e vendesse sua família, jamais conseguiria
lhe pagar a dívida. Teve pena então daquele pobre servo (pobre mesmo, porque
devendo tudo aquilo, poxa vida!) e o absolveu da obrigação de pagar por sua
dívida.
Que alegria,
gente!!! Imagina você dever uma fortuna dessas e ser perdoado! Quantas Mega
Senas ele precisaria jogar e ganhar? Quantos Big Brothers ele precisaria vencer
pra arrecadar todo esse dinheiro? Daí, o rei simplesmente absolve aquele servo de
pagar R$ 36.720.000.000,00? Nem sei ler esse número!!! Mas eu sei que é muito!
Se fosse absolvida só da fatura do cartão de crédito já daria pulos de alegria
e faria um culto de ação de graças convidando a igreja inteira!
Foi embora o
servo aliviado, feliz da vida! De certo que se achou o servo mais amado e
valorizado por aquele bondoso rei.
Mas daí....
o servo... logo que saiu da sua prestação de contas ileso da fúria e impaciência
do credor e livre de ter que perder tudo e ser vendido, encontrou um conservo,
de quem era credor do valor de 100 denários, que era o equivalente a R$ 6800,00!
(1 denário equivalia ao pagamento de 1 dia de serviço braçal, 4g de prata, ou
seja 4X R$ 17,00 X 100 = R$ 6800,00)
O servo
perdoado, encontrando o conservo que passava ali desavisado, devendo pra ele 6800
reais, o abordou e agarrando-o pelo pescoço diz: “Aha!!! Sumiu, né? Tá pensando
que esqueci que me deve, seu ‘nocego’? Não foge não, meu filho! Me paga logo!
Tá pensando que sou seu pai?” (isso tudo faz parte da minha imaginação, gente).
O coitado do
conservo, ciente da sua dívida e convenhamos que dever R$ 6.800,00 não é assim
pouquinho, né? Mas também não é 36 mi.... bi...., ah, sei lá, não é 10 mil
talentos! Pediu ao companheiro suplicando que tivesse paciência, dizendo que
iria pagar! – É, confesso que acredito que ele até conseguisse pagar.
Mas o servo,
esquecendo da boa dádiva do rei, da sua compaixão e da graça de ser perdoado de
uma dívida exorbitante e impagável, voltou-se ao conservo com fúria e não
estendeu o perdão a ele não! Mandou o coitado inadimplente para a prisão pra
que ficasse lá até que sua dívida fosse toda paga.
Os que
estavam ali com eles, tendo testemunhado a graça recebida pelo servo em ser
perdoado da dívida impagável e também sua falta de compaixão em perdoar,
indignaram-se e foram logo contar tudo ao rei.
Aí o tempo
fechou!!!
“Como assim?”,
fala o rei indignado. “Eu te perdoo de uma dívida que você jamais pagaria, nem
que eu te desse a vida inteira para pagar, pois você só iria aumentar sua
dívida e você, ao ver seu amigo lhe suplicando o mesmo, por uma dívida muito
menor, lhe aprisiona por isso! Esqueceu que eu, sendo rei, te perdoei de muito
mais?? Pois agora, quem será aprisionado até que me pague por tudo que deve é
você!
Foi embora
preso o servo sem compaixão. E não sei não se ele seria solto, pois pagar por
tudo aquilo, meu filho, só se fizesse parte do Petrolão.
Brincadeiras,
interpretações e trocadilhos à parte, mas o detalhe da parábola está no verso
35: “Assim também vos fará meu Pai celestial, se cada um de vós não perdoar de
coração ao seu irmão” (irmã, pai, mãe, filhos, sogro, sogra, colegas, amigos,
pastor, líderes, vizinhos etc). E este detalhe não me parece uma prerrogativa
do crente apenas, não uma escolha ou um item opcional para a salvação. Para
mim, parece ser o que me credencia ou descredencia para a salvação, pois se não
me digno a perdoar, não me torno digna do perdão real, do perdão maior, do
perdão à dívida maior.
Cá pra nós,
falar assim até parece fácil. Parece que só consegue falar de perdão quem nunca
foi humilhado por um chefe, um colega de trabalho, quem nunca foi traído ou
rejeitado, quem nunca viu sua família sendo desmoronada e ameçada por uma
traição, quem nunca foi demitido ou difamado, quem nunca sofreu bullying, quem
nunca foi excluído socialmente, quem nunca foi enganado, ferido. Falar de
perdão não é fácil pra ninguém, pois afinal, quem nunca sofreu nem que seja uma
dessas coisas?
A verdade é
que ninguém pensa na necessidade de perdoar assim, como se fosse uma obrigação,
como se não tivéssemos direito e titularidade de nos sentir ofendidos para
sempre, como se nós mesmos fôssemos mais devedores a Deus do que os nossos
ofensores são de nós, como se nossa dívida fosse infinitamente maior do que a
ofensa que sofremos uma dia, seja ela a exclusão, a humilhação, a rejeição, a
traição, a demissão, o descaso, o desinteresse, o egoísmo, e seja ela de quem
vier.
Mais do que
necessário perdoar, é necessário saber quão necessitados somos de perdão. Acredite,
não estamos tão bem na fita assim antes de recebermos o perdão de Deus. Quanto
mais noção temos do valor da nossa dívida paga na cruz, mais fácil se torna
perdoar.
Traga aí uma
calculadora pra eu fazer meus cálculos....
terça-feira, 1 de abril de 2014
Nem prata, nem ouro! Muito mais que isso!
Atos 3:1-10
Lá se ia ele, o famoso coxo da
Porta Formosa, levado por alguns misericordiosos e bem intencionados, já que,
não tendo como ajuda-lo com esmolas todo o santo dia, ajudava-o no seu
empreendimento e ofício de “arrecadar esmolas”, transportando-o até a porta do
templo, seu ponto oficial.
Diz o texto que todos os dias
aquele homem, famoso por sua deficiência física (o chamado coxo), era deixado
lá. Todos os dias o coxo ia ao templo. Nos dias de hoje, diriam que o tal homem
era “crente”, ou se preferirem, evangélico. Afinal não é bem isso que falam da
gente? Não foi isso que comentaram sobre você quando iniciou sua rotina
“fanática” ou de primeiro amor de ir à igreja todos os dias? “Olha só, ele
virou ‘crente’! Vai à igreja todos os
dias, não sai da igreja mais! Vai sábado à noite, vai domingo de manhã e à
noite, vai no culto de oração, vai na escola dominical, vai no culto dos
lares... Virou “crente”! O coxo, diriam hoje, era “crente”. Nada de novo
acontecia, nenhum testemunho ele podia dar, mas “crente” ele era!
Segundo ponto interessante sobre
o coxo é que, não obstante ele fosse à igreja todos os dias, ele não ia à
igreja com o objetivo, óbvio e esperado de quem vai à igreja, de louvar e
adorar a Deus, de estudar a Bíblia, aprender mais de Deus, entrar na presença
de Deus. Ele tinha um único objetivo: receber apenas uma esmolinha, o
suficiente para o almoço e janta daquele dia somente (afinal, ele seria levado
ao templo, ao seu ponto, no outro dia, para mais um dia de esmolas). Então, ele
sequer entrava na igreja! Ele apenas queria uma esmolinha. Ficava lá fora,
esperando a esmolinha.
Quantas vezes não fomos à igreja
esperando receber apenas uma esmolinha? Esmolinha!!!?? Como assim “esmolinha”?
Sim, a esmolinha de ouvir suas músicas favoritas na hora do louvor, a esmolinha
de receber uma oração pela sua dor ou pra ser promovido na sua empresa, a
esmolinha de ver seu amigo ou pretendente, uma esmolinha apenas. Daí, até que
entra na igreja, mas não entra na presença de Deus, assim como o coxo, que só
esperava receber mesmo a esmolinha de cada dia, nem entrava no templo. Ficava à
porta, esperando sua esmolinha.
Mal sabia aquele coxo que o que
Deus queria dar a ele excedia ao valor de toda a prata e todo o ouro dessa
terra!!!! Mal sabe você que o que Deus reservou pra nós nenhum olho viu, nem
ouvido ouviu, nenhum coração sentiu! Não é uma esmolinha!
Coisa interessante de ver também
é que na vida daquele coxo, embora pudesse ser considerado um “crente” que ia à
igreja todos os dias, nada acontecia de diferente.
Ele ia à igreja todo santo dia,
mas chegava coxo e saia coxo. Assim como nós às vezes. Quantas vezes não
chegamos à igreja, entramos, participamos do culto, oramos, cantamos louvores,
recebemos a benção apostólica de que sairemos com a graça, com o amor e a paz,
mas dali saímos exatamente do jeito que entramos, vazios, sem nenhum “upgrade”
na alma (se é que se pode assim comparar).
Sim, às vezes chegamos tristes,
saímos tristes, chegamos ali desencorajados, saímos com mais medo ainda,
entramos sem esperança e vamos embora ainda mais desesperançosos. Chegamos
fracos, saímos fracos. Quantas vezes não fomos para a igreja desesperados e saímos
dali ainda mais desesperados? Chegamos magoados e retornamos para casa ainda
magoados!!! Chegamos ao templo coxos. Saímos coxos.
Por que isso? Por que isso
aconteceria a um “crente” que há tanto tempo vai à igreja todo o dia, em todos
os cultos?
Penso que seja, talvez, porque
vamos ao templo (à igreja), entramos, mas não permitimos que o nosso espírito
entre realmente na presença de Deus e que embora cheguemos até ali, nos limitamos
a ficar na porta, com nossos pensamentos bem longe de Deus. Talvez seja porque
vamos ao templo apenas no intuito de receber uma esmolinha.
Ah, o coxo nem imaginava que
sairia dali um dia, com algo mais valioso que sua rotineira esmolinha! Mal
sabia ele que o próprio Deus lhe havia reservado a sua graça preciosa revelada
através do sangue do seu único filho Jesus, morto por ele na cruz! Nem
desconfiava o coxo que o que Ele receberia não seria uma esmolinha, mas seria a
salvação, garantida pelo Seu amor demonstrado através de doloroso sacrifício!
Ah, o coxo, sairia dali, mais rico que qualquer dos ricos da época! Nunca mais
pediria esmolas, pois sairia dali com o privilégio de ser chamado filho do Rei!
E para nós que de tempo em tempo
vamos à igreja com a humilde intenção de receber uma singela e pequena
esmolinha, lembremo-nos sempre: Deus quer nos dar muito mais! Ele quer que
saiamos daquele lugar – a igreja, aonde vamos todos ou quase todos os dias – cheios
da presença d’Ele, cheios da sua Essência, exalando Seu bom perfume, por termos
sim chegado tão perto, tão perto, como se o tivéssemos abraçado, sentado no
colo e sido totalmente preenchidos pelo seu Espírito.
Não saiamos mais do templo coxos.
Saiamos com o que excede ao valor do ouro e da prata, saltando e glorificando
ao Senhor como aquele homem, em seu último dia de coxo. Saiamos dali cheios da
presença do Espírito de Deus!
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Puzzle
Há dias que a gente acorda com a vontade de nem levantar. Na verdade, com a sensação de que nem deveria ter acordado. O dia mal. É hoje! Hoje é esse dia!
Sabe aquele dia em que você pensa uma, duas, três vezes antes de desistir de tudo, chutar o balde, arrebentar com tudo e sumir?
Tem gente que parece que nunca teve um dia desses. Parece incrível. Acho impossível mas admiro pessoas que me passam essa impressão. Equilíbrio sensacional!
Eu gostaria de ser assim também.
Mas hoje não será o dia em que vou tentar ser assim porque HOJE é o dia em que eu definitivamente não deveria ter levantado.
Tudo, absolutamente tudo me veio à tona: o cansaço, as cobranças, as mágoas, as lembranças, a impotência, as picuinhas, os cabeças duras, os arrogantes, os petulantes, os preguiçosos, os que me acham de ferro, os que me acham banana, os que me acham bombril, os que acham que eu não dou conta de nada, os que acham que eu dou conta de tudo, os que acham que eu não tenho o que fazer... Meu...tem horas que dá vontade de sar um soco na cara de um ou outro!
Me sinto como um quebra-cabeças. Cada pecinha de mim com um: meus filhos, marido, pais, amigos, funcionários... E todo mundo procurando o resto por aí, pestanejando e reclamando: "cadê essa "bos..." de peça que eu não acho pra eu terminar esse puzzle?".
Daí, se não acham, simplesmente, jogam o resto fora, como um brinquedo inútil e sem serventia mais.
Que raiva que eu estou! Mas lá vou eu para a vida, para o mundo, para minha aventura diária, sem explodir, sem gritar, sem chutar o balde, sem chances de eu mesma me remontar.
Quem sabe alguém encontre por aí uma ou outra pecinha que falta pro puzzle de hoje?
Saudades da época que o brinquedo era só uma boneca...
Sabe aquele dia em que você pensa uma, duas, três vezes antes de desistir de tudo, chutar o balde, arrebentar com tudo e sumir?
Tem gente que parece que nunca teve um dia desses. Parece incrível. Acho impossível mas admiro pessoas que me passam essa impressão. Equilíbrio sensacional!
Eu gostaria de ser assim também.
Mas hoje não será o dia em que vou tentar ser assim porque HOJE é o dia em que eu definitivamente não deveria ter levantado.
Tudo, absolutamente tudo me veio à tona: o cansaço, as cobranças, as mágoas, as lembranças, a impotência, as picuinhas, os cabeças duras, os arrogantes, os petulantes, os preguiçosos, os que me acham de ferro, os que me acham banana, os que me acham bombril, os que acham que eu não dou conta de nada, os que acham que eu dou conta de tudo, os que acham que eu não tenho o que fazer... Meu...tem horas que dá vontade de sar um soco na cara de um ou outro!
Me sinto como um quebra-cabeças. Cada pecinha de mim com um: meus filhos, marido, pais, amigos, funcionários... E todo mundo procurando o resto por aí, pestanejando e reclamando: "cadê essa "bos..." de peça que eu não acho pra eu terminar esse puzzle?".
Daí, se não acham, simplesmente, jogam o resto fora, como um brinquedo inútil e sem serventia mais.
Que raiva que eu estou! Mas lá vou eu para a vida, para o mundo, para minha aventura diária, sem explodir, sem gritar, sem chutar o balde, sem chances de eu mesma me remontar.
Quem sabe alguém encontre por aí uma ou outra pecinha que falta pro puzzle de hoje?
Saudades da época que o brinquedo era só uma boneca...
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Back to my blog...
Just passing by to mantain the blog... lol
I'll be soon with someting interesting...
XOXO
I'll be soon with someting interesting...
XOXO
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Deus, a minha imagem e semelhança! Até parece!
Chega uma hora na vida da gente que vamos perguntar se tudo isso está certo mesmo. Essa fé vale à pena? Esse Cristo existe? Há esperança? Não sou pó e somente pó pra onde hei de voltar e lá ficar? Há sentido? Que sentido? Não estou feito cachorro correndo atrás do rabo? Deus existe? Pra que Ele existe? Ele? ele? Quem é Ele? Ou ele? E o diabo? Existe?
Sempre haveremos de perguntar. Sempre. Você vai se perguntar. E se não se perguntar, é sinal de que você não passa de uma ameba “pregada” pela teoria darwinista mesmo, de que você veio do nada, se “evoluiu” ao que é, mas sequer questiona pra onde vai, se tudo é verdade. Se você não se perguntar, eu admito, Darwin estava certo então. Só uma ameba que veio do nada deixará de refutar a tese de que ela não passa do nada. Somos nada mesmo.
Não quero forçar ninguém a, não querendo se passar por simples “ameba” de Darwin, passe a crer. A verdade é que, a criação de um modo geral, de alguma forma, consciente ou não se pergunta: onde está meu Criador? Ele é grande mesmo? Infinito? Poderoso? Inteligente? E conclui que é. Ele é tudo isso. E, finalmente passa a crer, ou não, pois há quem fique louco com essas indagações e acabe deixando de crer.
Mas vamos aos que crêem.
Eu creio sim que fui planejada, assistida no meu desenvolvimento, querida, desejada por alguém maior. Tenho pra mim que Ele disse pra sim mesmo (pois só Ele existia) em certo momento do processo da criação, lá no seu primeiro planejamento, “vou criar a Kely lá no ano tal, ela será assim, linda, inteligente, modeeeeesta, fará isso, aquilo, errará, acertará, mas não me surpreenderá, apesar de tentar, porque eu já sei de tudo que ela sentirá, desejará e fará, vamos lá, mãos à obra, cabelos lisos ou crespos? Ah, crespos, ela não vai gostar, mas e daí? Eu a quero assim, ela que se vire com suas progressivas!” (rs... o senso de humor e a imaginação são meus, não que Ele não os tenha muito melhor).
Crer, como eu, muitos crêem. E isso é muito bom. Para os que crêem, mesmo porque “todo aquele que n’Ele crer” não perecerá, mas terá a vida eterna (João 3:16). No entanto, sabendo eu, que fui feita à imagem e semelhança de Deus, acabo por imaginar Deus à minha semelhança sempre. Ah, se sou igual a Deus, Deus, sendo como eu, é assim, parecido comigo, certo?
É óbvio, que ninguém, conscientemente conclui isso, mas no seu íntimo sim. E é por isso que vivemos uma vida tão regrada de satisfação e felicidade plena. Porque cremos num deus previsível, xoxo, questionável, duvidoso, impotente, tendencioso, como eu, exatamente a minha imagem e semelhança. Fazemos o oposto. Espelhamos Deus em nós e concluímos: é assim que Ele é, pequenininho.
Ah, pobre ameba de Darwin!
Então é por isso, meu filho, que você acha que eu não posso mudar essa situação? É por isso, que você pensa que eu não curo seu câncer? É por isso que você pensa que sou arrogante e egoísta? É por isso que você chora? É por isso que você não crê em mim totalmente? É por isso que pareço tão pequeno?
Quando Ele nos diz ter nos feito à sua imagem e semelhança, creio que tenha sido por seu desejo de ser amado por alguém tão bom quanto Ele. Que graça há em ser admirado apenas por gente burra, por crianças sem intelecto totalmente formado, por insanos? Por animais? Você se sentiria confortável por ter um fã clube só de doidos? Qual seria a sua reputação?
Deus não quer o louvor e adoração dos anjos, eles não foram feitos à imagem e semelhança d’Ele, com o livre arbítrio para crer, não crer, desejar e não desejar Deus. Foi por isso que nos fez, livres e inteligentes para crer e refutar e deixou grandes razões para não crermos e o adorarmos. Ah, grande, inteligente e esperto Deus!
Deus criou o homem a SUA IMAGEM E SEMELHANÇA sim! (Gn. 1:26,27). E Ele o fez assim pra este tivesse domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Mas ele se deixou enganar e dominar justamente por este último! Ele sucumbiu. Fez sua escolha e, escolhendo o pecado, escolheu distanciar-se de Deus e, com isso, parecer-se menos e menos com Ele. Lá se foi a semelhança com o seu Criador originariamente planejada e sonhada por Deus!
Quer prazer maior pra Ele do que encontrar uma mente inteligente e questionadora, não tão ou mesmo quase tão inteligente quanto Ele admitindo “Deus, Tú és o Grande Deus e eu Te quero!”. Isso é identificar-se com alguém desejável, isso é ser semelhante a Deus. Nada da criação se apaixona por outro de raça e características diferentes. É isso! Que simples.
Mas Deus não é como eu. Graças a Deus! Se é que posso usar o trocadilho. Eu me recuso a crer num ser como eu, pequeno e pobre, fraco e impotente. Me recuso, sim, a crer nesse deus criado por mim mesma, a minha estúpida imagem e semelhança.
Eu creio em Ti, Deus! Que nada se parece comigo! (graças a Deus!)
Huh... Deus, a minha imagem e semelhança! Até parece! Que pretensão!
Eu creio em Ti, Deus! Que nada se parece comigo! (graças a Deus!)
Huh... Deus, a minha imagem e semelhança! Até parece! Que pretensão!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Já comprou meu presente?
Enfim chegou a época mais esperada do ano! Todo mundo em espírito natalino! Tudo enfeitado, tudo lindo! São brilhos, vermelho, guirlandas, árvores de Natal, papais noéis em todas as esquinas, o peru já está no freezer pronto pra ser posto pra assar, ceias planejadas, todo mundo se perguntando “o que é que eu vou vestir?”, “o que é que eu vou levar para a ceia de Natal?” “E a sobremesa? O que vai ser?”. Afinal de contas, é uma festa muito importante! Muito esperada! Temos que fazer o melhor! É só uma vez no ano!
E como se não bastasse a preocupação com o que vestir e o que levar para comer e beber na festa, há ainda os presentes!
Já comprou o presente do seu pai e da sua mãe? Do seu marido? Da sua esposa? E o do seu filho? Ah, este tem que ser especial! Aliás, tem que ser muitos, pois a lista dele foi enooooorme! E o da sua sogra? Faça o favor de não esquecer da sogra, heim! E o seu? Já comprou o seu? E o meu? (risos)
Talvez, mais preocupante que a própria ceia de Natal, as vestes, a decoração, são os presentes. Todo mundo espera um presentinho, nem que seja um chinelo! E o engraçado é que nessa época, a expectativa maior que se tem, não é o de receber bons presentes, mas sim de conseguir agradar e satisfazer os que amamos com os presentes que planejamos dar.
A ansiedade é de saber se eles vão gostar do nosso presente: “será que ele vai gostar desse carrinho?”, “será que ela não vai querer trocar essa blusa?”, “será que o meu amigo secreto gosta de cores fortes?”, “será que serve esse sapato?”, “será que o meu marido não vai brigar comigo por gastar dinheiro com esse presente mesmo sendo pra ele?”. Quem já não se questionou assim em época de Natal?
Quando chega o Natal, a correria em busca do presente perfeito é intensa. O que é melhor? Uma roupa? Um perfume? Uma bolsa? Uma carteira? Um brinquedo? Qual brinquedo? É chique? Está na moda? Combina ou não com ele? Serve ou não serve? Será que ele vai usar? A gente visualiza as pessoas usando os presentes.
Época de Natal é uma época boa porque ainda que não se ganhe nada, é bom presentear. Mas, espere um pouco. Presentear por quê mesmo? Que festa é essa, afinal?
Pra falar a verdade, nem sabemos porque damos presentes uns para os outros nessa data. Nem lembramos das reais origens e motivos de presentear.
Não seria a comemoração do aniversário de Jesus? Toda essa festa que estamos planejando com deliciosos comes e bebes não seria para comemorar o nascimento de Cristo? Não é Ele o aniversariante? Não é Ele, então, a quem devo presentear? Por que estou preocupada com o presente do meu filho? E o do meu marido? E o da minha sogra? E o meu? Nem é meu aniversário?
Já comprou o presente de Jesus? Já comprou seu ouro, seu incenso, sua mirra? Já pensou nas músicas que Ele quer ouvir na festa dele? Já sabe o que vestir na festa dele? Já pensou no que vai dizer pra Ele quando Ele chegar? Ei, afinal, nós o convidamos para a festa? (risos)
Ora, francamente, me responda sinceramente. Quem é que realmente se lembrou de Jesus nesses preparativos todos? Quem? Quem?
Quem realmente, como os reis e magos, está disposto a sacrificar-se andando milhas e milhas pra encontrar-se com Jesus com o melhor de si: seu ouro – seu coração, seu incenso – sua alma entregue, devota e totalmente consagrada, sua mirra – seus sonhos, todos nas mãos do Rei, sem receio de ter tido algum prejuízo.
O que você vai dar a Jesus? Presente pra Jesus não se compra. Ele já comprou tudo com seu sangue e nos entregou lá na Cruz. Só nos cabe, agora, devolvermos em gratidão ao seu ato de amor e sacrifício, nosso ouro, incenso e mirra!
E o meu presente? Já comprou meu presente? Se já comprou, tudo bem, eu aceito. Se não, preocupe-se com o de Jesus, então! Ele te deu e dará infinitamente mais do que eu posso dar.
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