sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Já comprou meu presente?

Enfim chegou a época mais esperada do ano! Todo mundo em espírito natalino! Tudo enfeitado, tudo lindo! São brilhos, vermelho, guirlandas, árvores de Natal, papais noéis em todas as esquinas, o peru já está no freezer pronto pra ser posto pra assar, ceias planejadas, todo mundo se perguntando “o que é que eu vou vestir?”, “o que é que eu vou levar para a ceia de Natal?” “E a sobremesa? O que vai ser?”. Afinal de contas, é uma festa muito importante! Muito esperada! Temos que fazer o melhor! É só uma vez no ano!
E como se não bastasse a preocupação com o que vestir e o que levar para comer e beber na festa, há ainda os presentes!
Já comprou o presente do seu pai e da sua mãe? Do seu marido? Da sua esposa? E o do seu filho? Ah, este tem que ser especial! Aliás, tem que ser muitos, pois a lista dele foi enooooorme! E o da sua sogra? Faça o favor de não esquecer da sogra, heim! E o seu? Já comprou o seu? E o meu? (risos)
Talvez, mais preocupante que a própria ceia de Natal, as vestes, a decoração, são os presentes. Todo mundo espera um presentinho, nem que seja um chinelo! E o engraçado é que nessa época, a expectativa maior que se tem, não é o de receber bons presentes, mas sim de conseguir agradar e satisfazer os que amamos com os presentes que planejamos dar.
A ansiedade é de saber se eles vão gostar do nosso presente: “será que ele vai gostar desse carrinho?”, “será que ela não vai querer trocar essa blusa?”, “será que o meu amigo secreto gosta de cores fortes?”, “será que serve esse sapato?”, “será que o meu marido não vai brigar comigo por gastar dinheiro com esse presente mesmo sendo pra ele?”. Quem já não se questionou assim em época de Natal?
Quando chega o Natal, a correria em busca do presente perfeito é intensa. O que é melhor? Uma roupa? Um perfume? Uma bolsa? Uma carteira? Um brinquedo? Qual brinquedo? É chique? Está na moda? Combina ou não com ele? Serve ou não serve? Será que ele vai usar? A gente visualiza as pessoas usando os presentes.
Época de Natal é uma época boa porque ainda que não se ganhe nada, é bom presentear. Mas, espere um pouco. Presentear por quê mesmo? Que festa é essa, afinal?
Pra falar a verdade, nem sabemos porque damos presentes uns para os outros nessa data. Nem lembramos das reais origens e motivos de presentear.
Não seria a comemoração do aniversário de Jesus? Toda essa festa que estamos planejando com deliciosos comes e bebes não seria para comemorar o nascimento de Cristo? Não é Ele o aniversariante? Não é Ele, então, a quem devo presentear? Por que estou preocupada com o presente do meu filho? E o do meu marido? E o da minha sogra? E o meu? Nem é meu aniversário?
Já comprou o presente de Jesus? Já comprou seu ouro, seu incenso, sua mirra? Já pensou nas músicas que Ele quer ouvir na festa dele? Já sabe o que vestir na festa dele? Já pensou no que vai dizer pra Ele quando Ele chegar? Ei, afinal, nós o convidamos para a festa? (risos)
Ora, francamente, me responda sinceramente. Quem é que realmente se lembrou de Jesus nesses preparativos todos? Quem? Quem?
Quem realmente, como os reis e magos, está disposto a sacrificar-se andando milhas e milhas pra encontrar-se com Jesus com o melhor de si: seu ouro – seu coração, seu incenso – sua alma entregue, devota e totalmente consagrada, sua mirra – seus sonhos, todos nas mãos do Rei, sem receio de ter tido algum prejuízo.
O que você vai dar a Jesus? Presente pra Jesus não se compra. Ele já comprou tudo com seu sangue e nos entregou lá na Cruz. Só nos cabe, agora, devolvermos em gratidão ao seu ato de amor e sacrifício, nosso ouro, incenso e mirra!
E o meu presente? Já comprou meu presente? Se já comprou, tudo bem, eu aceito. Se não, preocupe-se com o de Jesus, então! Ele te deu e dará infinitamente mais do que eu posso dar.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Deus vê o coração... e como vê!

Quem já não consolou alguém que sentia-se indigno e inapropriado na igreja por sua aparência? O discurso que se usa para confortar o miserável maltrapilho complexado por suas vestes diante de um povo bem vestido é justamente o de que "o homem até que olha a aparência, mas Deus vê o coração".
Não são poucos os que dentro da igreja aproveitam o "gancho" para auto confortarem e justificar sua admiração pelas coisas do mundo.  Já viu que a igreja está cheia de tatuados, homens de brincos e piercings e cabelão, gente costumizada de Emos, góticos e ao serem questionados por sua aparência, replicam, "Olha, irmão, o homem vê minha aparência, Deus vê meu coração!" E sai rindo e se gabando de conhecer tão bem a Palavra de Deus (mas não tão bem o Deus da Palavra!).
Mas ele tem razão mesmo assim. Deus o conhece. E o conhece muito bem, a ponto de enxergar o que há no mais profundo do seu coração.
Bem dito que o homem vê apenas a aparência, que certamente nos dá uma superficial noção de como julgar as pessoas. Mas Deus, ah, esse Deus que tudo vê, vê o coração, que na maioria das vezes confirma e atesta o que o homem representa através de sua aparência externa.
Exceções à parte, mas sigamos. Há realmente os que já escolheram um estilo por sua personalidade haver sido formada daquele jeito, sendo realmente autênticos. Mas não é verdade que, após convertidos, remidos pelo sangue, não seria mais lógico que quiséssemos nos parecer mais e mais com Jesus e não com aqueles que seguem o oposto do que Ele prega e espera de mim?
Não é rara a presença de "levitas" cabeludos, tatuados (após sua conversão), com brincos e piercings no corpo, sobre o altar, no intuito de se parecerem com seus artistas preferidos (pra não dizer "ídolos"), personalidades famosas que não passam de viciados, revoltados e ateus, os quais proclamam sua aversão pela pessoa de Cristo, vivendo a prostituição, o vício, o crime, a promiscuidade mais absurda. E ainda querem repreender os que o "julgam" por sua aparência, com a própria palavra do Deus vivo, que este, diferente do homem, não olha para sua aparência, mas sim para o seu coração!
Mas voltemos à Palavra. É certo que Deus olha sim o coração e o que Ele vê, na maioria das vezes (que isso esteja bem claro), é que que este, o coração, é retratado por aquilo (ou aquele) em que você insiste parecer. Sim, você é o que realmente tenta parecer ser.
Deus não olha para a aparência porque Ele não precisa! Ele já vê o coração. E este não mente.
Não adianta eu querer enganar o meu próximo fazendo uso da própria Palavra de Deus, por que a este eu não engano. Se eu quero me parecer com a louca da Ladi Gaga, é porque eu a admiro, a sigo, porque quero ser igual a ela, se é ao Renato Russo quem imito, é porque acredito nos conceitos dele, quero seu estilo de vida, aceito suas escolhas, seus pensamentos. Eu sou igual a eles sim e pronto!
E Deus sabe quais são os modelos que tenho no meu coração. E Ele sabe quando não é a Ele quem eu imito (e se entristece com isso, diga-se de passagem).
Oras, não sabeis que onde estiver o seu coração, ali estará o seu tesouro?
Às vezes, nem nós mesmos sabemos onde está nosso tesouro, mas Deus sabe, ele conhece as terras do meu coração. Ele o vê muito bem, ah, como vê!
Efésios 5:1
I Samuel 16:7

Caridade

O Evangelho seria muito mais aceito, compreendido e crido se a bondade e caridade, através da ajuda aos doentes, pobres, necessitados e excluídos, resultado do constrangedor amor de Cristo em nós, fosse real e constantemente colocado em prática.
É verdade que o amor de Cristo nos constrange. E se esse amor fosse propagado através das ações de caridade, não haveria um só que duvidasse ou questionasse o Evangelho, a história e a veracidade dos escritos bíblicos.
A teologia esteada na hermenêutica, história, bibliologia e demais pilares doutrinários de nada valem se não construídos e fundamentados no amor de Deus.
Se não houver amor e este externado por ações de caridade, renúncia e despreendimento em favor do próximo, de nada valerá a minha fé em Cristo.
I Coríntion 13
Efésios 4:25-32

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Nem uma hora? Nem um minuto?

Dia desses estava na igreja e, voada, comecei a reparar em volta.
Do meu lado havia uma moça com seu celular super ultra moderno e bonitinho, slim e melhor que minha máquina fotográfica no seus recursos de foto. Vi que ela contemplava suas fotos, as quais, por sinal, ela mesma havia tirado dela mesma. Ela olhava, avaliava e decidia: Excluir ou não? Excluía, mantinha... E assim foi por não sei quanto tempo, não menos que meia hora.
Do outro lado, duas meninas, meninas não, mulheres, olhando pro meu lado. Olhavam e riam. Parecia até que era de mim. Não ligava. Eu olhava mesmo abismada por sua indiferença à pregação do pastor, coitado que com certeza havia passado umas duas ou três horas se preparando e buscando de Deus na Bíblia e em oração.
À esquerda, lá na frente, a galerinha teen que com seus papeizinhos escrevendo e respondendo, em diálogo escrito (já fiz muito isso na minha época), escrevia, o outro lia e respondia, o outro lia a resposta e ria e assim seguia a pregação inteira. Daí então, me vi decidida a caçar alienados. Quem mais estaría voando ali? Achei muitos!
Comecei a pensar em como reagiria Jesus naquele momento. As poucas vezes que Jesus pareceu intolerante e estressado foram certamente por ver seu povo totalmente desinteressado e irreverente quanto ao seu templo, a seu santuário ao momento de oração. "Nem uma hora?", ele perguntou indignado ao ver os discípulos dorminhocos." Sem contar na Sua reação ao ver que o templo havia se tornado uma feira!
O que essa gente estaria fazendo ali se sua mente não estava? Nem coração, nem alma, nem mente... nada, só um corpo corruptível e morto demais pra ter sede ou fome de Deus.
Acho que Cristo, naquela hora, bem que gostaria de chegar e chicotear os alienados dali, assim como fez no seu templo ao vê-lo cheio de animais e vendedores dizendo: " Nem uma hora? Nem um minuto do seu pensamento pra mim? Ei, você, do celular, cai fora, vocês duas aí fofocando, se mandem! Os adolescentes dos bilhetinhos sumam daqui! Kely! Vaza você também!"