segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Nem uma hora? Nem um minuto?

Dia desses estava na igreja e, voada, comecei a reparar em volta.
Do meu lado havia uma moça com seu celular super ultra moderno e bonitinho, slim e melhor que minha máquina fotográfica no seus recursos de foto. Vi que ela contemplava suas fotos, as quais, por sinal, ela mesma havia tirado dela mesma. Ela olhava, avaliava e decidia: Excluir ou não? Excluía, mantinha... E assim foi por não sei quanto tempo, não menos que meia hora.
Do outro lado, duas meninas, meninas não, mulheres, olhando pro meu lado. Olhavam e riam. Parecia até que era de mim. Não ligava. Eu olhava mesmo abismada por sua indiferença à pregação do pastor, coitado que com certeza havia passado umas duas ou três horas se preparando e buscando de Deus na Bíblia e em oração.
À esquerda, lá na frente, a galerinha teen que com seus papeizinhos escrevendo e respondendo, em diálogo escrito (já fiz muito isso na minha época), escrevia, o outro lia e respondia, o outro lia a resposta e ria e assim seguia a pregação inteira. Daí então, me vi decidida a caçar alienados. Quem mais estaría voando ali? Achei muitos!
Comecei a pensar em como reagiria Jesus naquele momento. As poucas vezes que Jesus pareceu intolerante e estressado foram certamente por ver seu povo totalmente desinteressado e irreverente quanto ao seu templo, a seu santuário ao momento de oração. "Nem uma hora?", ele perguntou indignado ao ver os discípulos dorminhocos." Sem contar na Sua reação ao ver que o templo havia se tornado uma feira!
O que essa gente estaria fazendo ali se sua mente não estava? Nem coração, nem alma, nem mente... nada, só um corpo corruptível e morto demais pra ter sede ou fome de Deus.
Acho que Cristo, naquela hora, bem que gostaria de chegar e chicotear os alienados dali, assim como fez no seu templo ao vê-lo cheio de animais e vendedores dizendo: " Nem uma hora? Nem um minuto do seu pensamento pra mim? Ei, você, do celular, cai fora, vocês duas aí fofocando, se mandem! Os adolescentes dos bilhetinhos sumam daqui! Kely! Vaza você também!"

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